March 3, 2021

Pensamentos da Agricultura em tempos de pandemia.


Na agricultura muitos resultados acontecem de formas empíricas, mas têm como resultado final a busca por uma solução para nossas realidades rurais, utilizando da criatividade adaptativa das experiências vividas além das ciências agrárias.
 
Uma das práticas experimentadas é a do agro-pensamento positivista, em fazer a escolha certa dos sentimentos. Tendo em vista a filosofia de que não somente nós seres humanos possuímos sentimentos, mas os animais, plantas, microorganismos, solo e outros também possuem. E na prática o controle mental é muito mais importante do que o estudo de qualquer conhecimento ciêntífico. 

Afinal a solução acontece na nossa mente e precisamos estar em uma boa frequência mental para ter eficiência em nossas práticas e manejos agrícolas.

O primeiro passo percebido é começar a ter consciência dos sentimentos na medida em que eles aparecem, principalmente quando acontecem de forma inesperada, como uma previsão climática errada ou em dias que precisamos colher mas a umidade impede, ou dias secos para plantar. Normalmente nós somos levados no turbilhão de sentimentos de forma irracional e acabamos por agir ou tomar decisões ruins. O truque é perceber o sentimento ruim no momento que ele se apresente e modifica-lo.

Perceber o momento em que a ansiedade surge quando aquela planta demora para sair do solo, raiva quando a pulverização deriva, constrangimento ou qualquer outro tipo de sentimento incômodo aparece.... e então respirar fundo, sentir o ar entrando nas narinas, vento, o céu e o corpo relaxando e sintonizando sentimentos recebidos. Voltar para o momento presente. Entender o sentimento e o acontecimento que o desencadeou. Retomar o controle da mente e então transmutar o sentimento ruim em um sentimento bom quando pensamos naquela chuva abençoada molhando nossas plantas para se desenvolverem,  reproduzirem folhas, flores, frutos e sementes. Ótima e abundante colheita!

Para ir para o ponto neutro em praticamente qualquer situação em que tiver, ajustar a postura, coluna reta, ombros relaxados, rosto levemente inclinado para cima, olhar para o céu ou feche os olhos, unir as mãos e apenas respirar fundo algumas vezes. Existem diversas outras formas. Se ainda nunca deitou no meio do campo, recomendo fazer isso, sentindo o peso do corpo sobre o solo, microorganismos, plantas com toda imensidão do universo sobre. Fazendo isso um dia, pode-se sentir o poder da imensidão do universo.

Perceber o sentimento no momento que acontece, começando a praticar essa percepção e passar a fazer transmutação sempre que qualquer sentimento ruim aparecer. Com a prática isso se tornará automático e assim teremos um pouco a mais de controle sobre si mesmo e  objetivos, podendo mudar a frequência desses objetivos materiais.

Fontes:

GAAS - Abordagens Quânticas
Willian Walker Atkinson
Rafael Zen

February 3, 2021

Bioeconomia na Agricultura

https://open.spotify.com/episode/5DP5nlOSiAhr69IoAXxcx3?si=SfYFS-PeQ6SAUPWmFmQsyQhttps://open.spotify.com/episode/5DP5nlOSiAhr69IoAXxcx3?si=SfYFS-PeQ6SAUPWmFmQsyQ

https://open.spotify.com/episode/5DP5nlOSiAhr69IoAXxcx3?si=SfYFS-PeQ6SAUPWmFmQsAlgum tempo atrás tive a oportunidade de participar de um evento sobre bioeconomia na Universidade da Unijuí em Ijuí-RS. Apresentei em um painel algumas técnicas que estamos desenvolvendo dentro da fazenda e também idéias sobre possibilidades de novos designs de manejos para melhorar o sistema como um todo. 





https://www.balticsea-region-strategy.eu/news-room/highlights-blog/item/61-bioeconomy-beyond-statistics

February 2, 2021

A saúde do solo cria uma bifurcação no caminho para a agricultura



Por Jon Stika 
Publicado em Abril de 2018

“Se você tem mais carbono entrando em seu solo do que deixando-o, seus filhos provavelmente cultivarão sua terra. Se você tem mais carbono deixando seu solo do que entrando, provavelmente não vai. ” - Jay Fuhrer, especialista em saúde do solo, NRCS North Dakota 

A agricultura chegou a uma bifurcação. O caminho que cada produtor escolhe seguir pode ser a maior decisão que ele ou ela tomará na vida; ou para a próxima geração que vai cultivar suas terras. 

A questão é: você usará a tecnologia e os dados atuais para restaurar seu solo ao seu potencial total, ou usará a tecnologia apenas para gerenciar insumos enquanto produz safras em solo cada vez mais disfuncional?

 Tratar os sintomas insalubre do solo é caro, interminável e leva agricultores e pecuaristas à falência todos os anos. A tecnologia de hoje, infelizmente, nos permite gerenciar solos danificados com precisão. Continuar a sustentar o solo disfuncional ao fornecer insumos com mais precisão não é o caminho para um futuro próspero para ninguém.

 Devemos resolver o problema do solo degradado, não reforçá-lo com insumos até que o sistema entre em colapso total. É mais do que provável que cada um de nós tenha resolvido um problema de matemática no quadro-negro (ou quadro branco, conforme o caso) na escola. Se você tivesse um professor como o meu, não poderia sentar-se até que resolvesse o problema. Você não tinha permissão para simplesmente apagar o problema e ir embora. 

Ao lidar com o solo, a natureza é a professora, e ela não deixará você apagar o problema e se sentar - se você tentar fazer isso, ela apenas reescreverá o problema repetidamente até que você o resolva. As ferramentas da tecnologia podem ser usadas para ajudar a resolver o problema que enfrentamos com nosso solo ou simplesmente para apagá-lo; apenas para revisitá-lo novamente. Tudo está na forma como escolhemos aplicar a tecnologia que definirá nosso caminho.

 A maior parte da infraestrutura da agricultura tecnológica disfuncional hoje está focada em mitigar o manejo de um recurso (solo) com uma variedade de insumos. Gastamos muito tempo, dinheiro e energia gerenciando insumos que mitigarão nossos erros históricos e atuais no manejo do solo. Nossa compreensão incorreta de como o solo funciona estruturou cada parte de como agora abordamos a produção agrícola e pecuária. 

A maioria das pessoas empregadas na agricultura hoje foi treinada e designada para lidar com os sintomas de sistemas defeituosos de cultivo ou pastagem aplicados ao solo disfuncional. Mas com uma compreensão de como o solo funciona como um sistema biológico, essas mesmas pessoas poderiam levar a agricultura em uma direção diferente em direção à sustentabilidade dos agricultores e da terra que eles cultivam.

Se você observar um pedaço de terra cultivada que foi abandonado, verá a natureza devolvê-la à vegetação original enquanto restaura a capacidade do solo de funcionar novamente. Este é o modelo para restaurar o solo. Menos perturbação, mais diversidade de plantas, raízes vivas o máximo possível e manter o solo coberto com plantas e resíduos de plantas o tempo todo. A degradação severa do solo já ocorreu em diversas partes do mundo. Agora temos a tecnologia e o conhecimento necessários para restaurar a saúde do solo e, ao mesmo tempo, produzir safras agrícolas com ainda mais lucro e prosperidade. A escolha é nossa sobre como desejamos proceder com a produção agrícola; em um caminho que restaura o solo, ou um que continua a degradá-lo.

Estou esperançoso ao observar um número cada vez maior de produtores compreendendo os conceitos de restauração da saúde do solo em suas terras. Ao mesmo tempo, estou preocupado com os produtores que ainda estão no caminho da agricultura de insumos e não estão cientes de que seu solo provavelmente continuará a declinar em sua capacidade de funcionar. Talvez pela primeira vez em aproximadamente 7.000 anos de história da agricultura humana, temos uma geração de agricultores que estão restaurando, em vez de degradar o solo. Os percursores da Revolução Verde, de meados do século 20, devem estar se remexendo no túmulo, fizeram sim maravilhas para alimentar os humanos neste planeta, somos muito gratos por todos, mas utilizando somente um barril que na época só cabia para parametrizar nossos solos agrícolas.






Texto traduzido e adaptado de:
https://www.agdaily.com/crops/stika-a-fork-in-the-road-for-agriculture/